Por Francisco Carlos Cavalcante
Que beleza é olharO jardim na primavera
É ouvir o rugir do
Trovão a anunciar
Forte chuva que já, já
Esta a jorrar
Torrentes d’água
Que a tudo irá lavar
Assim, também eu
Genuflexo, ponho-me a chorar,
Com as lágrimas a banhar,
A alma a lavar tão odiento
Passado que tanto me
Esforcei a criar.
Através de inúmeros
Atos ilícitos que executei
Na torpeza de um caráter
Forjado a sangue, suor e lágrimas
Que fiz arrancar, dando ordens
Nefastas a outros para as executar.
Hoje como o lírio dos
Campos que esconde
Debaixo de si, muita
Terra e organismos em
Putrefação.
Também eu, feito
Rouxinol, encho o
Peito cheio de mim.
Ponho-me a falar
De um Jesus que me
Esforço a seguir
Mas que muito distante
Estou de me tornar.
Agradecido que sou
Por tão bela oportunidade ganhar,
De poder ajudar. De pelo menos,
Com a palavra trabalhar,
Não como o cego que guia outro cego
Mas como aquele que vê,
Luz distante, animando outros irmãos
Em humanidade para não desfalecer
A no caminho permanecer, pois o
Guia e modelo é Jesus a quem
Devemos obedecer.
Obrigado meu Deus!
Obrigado Jesus por
Tanto me dar.
Obrigado pelo corpo que tenho,
Pela esposa que amo,
Pelo filho que me deste,
Pela filha peralta que a todos
Só faz perturbar.
Obrigado Senhor!
Pelo amor, pela dor
Pelo chão, pelos meus irmãos!
Por poder existir então.
Um comentário:
Francisco gostei, simples e direto.
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