sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Como um Rouxinol
Por Francisco Carlos Cavalcante
Que beleza é olhar
O jardim na primavera
É ouvir o rugir do
Trovão a anunciar
Forte chuva que já, já
Esta a jorrar
Torrentes d’água
Que a tudo irá lavar


        Assim, também eu
        Genuflexo, ponho-me a chorar,
        Com as lágrimas a banhar,
        A alma a lavar tão odiento
        Passado que tanto me
        Esforcei a criar.

Através de inúmeros
Atos ilícitos que executei
Na torpeza de um caráter
Forjado a sangue, suor e lágrimas
Que fiz arrancar, dando ordens
Nefastas a outros para as executar.

        Hoje como o lírio dos
        Campos que esconde
        Debaixo de si, muita
        Terra e organismos em
        Putrefação.

Também eu, feito
Rouxinol, encho o
Peito cheio de mim.
Ponho-me a falar
De um Jesus que me
Esforço a seguir
Mas que muito distante
Estou de me tornar.

        Agradecido que sou
        Por tão bela oportunidade ganhar,
        De poder ajudar. De pelo menos,
        Com a palavra trabalhar,
        Não como o cego que guia outro cego
        Mas como aquele que vê,
        Luz distante, animando outros irmãos
        Em humanidade para não desfalecer
        A no caminho permanecer, pois o
        Guia e modelo é Jesus a quem
        Devemos obedecer.

Obrigado meu Deus!
Obrigado Jesus por
Tanto me dar.

        Obrigado pelo corpo que tenho,
        Pela esposa que amo,
        Pelo filho que me deste,
        Pela filha peralta que a todos
        Só faz perturbar.

Obrigado Senhor!
Pelo amor, pela dor
Pelo chão, pelos meus irmãos!
Por poder existir então.

Um comentário:

Unknown disse...

Francisco gostei, simples e direto.