quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Saudade


Saudade!

Por Francisco Carlos Cavalcante


Quem tu és! Que sufoca meu peito
Que oprime minha alma, que me faz
Chorar, por um simples fato relembrar!

            Saudade que muitos clamam teu nome
            Apieda-te de mim, deixe-me liberar!

Feito a flor que no inverno inveja o
Verão que vem à frente, não ligando
Pro outono que passou, também eu
Saudade, quero o gotejar de horas belas
Que viram não as lágrimas quentes
Que passou.

            Oprimido pelo tempo de estar,
            Pelas contas a pagar, pela dívida a saldar
            Vivo remoendo as oportunidades perdidas
            Com brigas e maus humores sem fim e sem
            Trégua sem nada mais recuperar.

Saudade tão bonita nas letras
Das músicas eruditas tão doida na
Realidade da vida a nós supliciar.

            Saudade que um dia hei de sentir,
            De gente boa que pude curtir.

Saudade palavra tola nada diz, muito fala,
Só quem ama de verdade pode exprimir
Tamanha dor em tão pequena palavra.

            Deixo a teus pés, saudade maldita,
            Lágrimas findas, sem nada cobrar,
            Porque senhor dos atos sei o quanto
            Irei pagar.

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