
Brasil! Pizza, Mensalão e Corrupção!
Por Francisco Carlos Cavalcante
Certa vez alguém me disse que tudo me é lícito mas que nem tudo me convêm. Ouvindo os eufóricos gritos do policial federal transmitido em rede nacional por todas as emissoras de TV quando encontrou o dinheiro do bicheiro Aníso Diniz de Nilópolis, atrás de uma parede falsa, fiquei me perguntando o que tem motivado os jovens de hoje a optarem pela carreira policial.
Não só no Brasil como no mundo, verificamos um fenômeno extraordinário, o crescimento avassalador da violência, da impunidade e da corrupção, mais parece que o planeta em que vivemos está de mudança, aquele momento crítico de desmontagem e transporte de móveis e utensílios para o novo lar, são caixas e mais caixas, muita bagunça e muita sujeira, porém no momento seguinte nos sentimos recompensados e felizes pois tudo está muito melhor do que antes.
Será que os jovens de hoje como acontece no filme 300 de Esparta estão dispostos a dar suas próprias vidas em prol do Bem comum? Será que os antigos ideais do mocinho que prendia o bandido permanecem? Ou será que seu objetivo é conquista fácil e rápida do patrimônio alheio encoberto pela impunidade da farda ou do distintivo? O que temos visto desmente nobres idéias.
Recordemos os milhões que por um passe de mágica sumiram do armário da sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro; ou então aquelas armas que misteriosamente desapareceram do quartel do exército em Bonsucesso e que apareceram no meio da floresta, segundo alguns, após um acordo financeiro com marginais de determinada facção criminosa; E o mensalão de Brasília, ou o cheque depositado na conta do caseiro, tudo magistralmente orquestrado pelo Gabinete Civil da Presidência da República que entre outras atribuições é responsável pela segurança de nosso estimado Presidente; Descendo ainda ao nível do Policial Militar que insiste em forçar uma multa arbitrária para que lhe seja oferecido à velha propina que encerra rapidamente sua atuação teatral de homem mau.
E o povo, não só no Brasil como no mundo, paga rios de dinheiro para se entreter com decapitações grotescas, mortes hediondas, extermínio coletivo, tudo isso sob ótimos efeitos especiais na película já mencionada, quando os Policiais Civis em sua jornada de expediente não só presenciam cenas ainda mais chocantes como percebe os odores dos corpos em decomposição, o que parece aumentar demasiadamente sua volúpia em espoliar o quanto possível todo aquele que por infelicidade dirija-se a uma delegacia, mas quem será o culpado? Os políticos?, As instituições? A sociedade?. Afirmo sem medo: A FAMÍLIA.
Célula manter de toda a civilização. Quando um pai diz a um filho que se ele completar com êxito o ano letivo irá ganhar uma bicicleta, ao contrário do que muitos pensam, não o esta estimulando, mas sim incutindo no seu inconsciente que para fazer o que lhe é devido, deve receber “um por fora”. Ou então, quando uma mãe pede a um filho para dizer ao telefone que ela não está, porque não quer atender a determinada pessoa, que valores ela está transmitindo: mentira, falsidade ou hipocrisia? Faça o que digo, mas não faça o que faço! O que externamos será sempre meias verdades?
Assim como estas situações de nosso cotidiano, outras ainda mais corriqueiras são usadas para na verdade deseducarmos os futuros homens da Lei, aqueles que outrora representavam valores tais como: Honra, Coragem, Honestidade, Compromisso, Doação, Força, Determinação, Perseverança, Inteligência e Credibilidade. Homens extraordinários de um caráter irretorquível com valor e magnanimidade, exatamente como proposto no filme onde apenas trezentos enfrentam a morte certa, encarando milhões de guerreiros hostis. Terá sido aquele grito o exaltar da conquista frente à prisão realizada, ou terá sido em função do racha após apagado os holofotes?
Não estamos aqui como juizes da consciência alheia nem coletiva, nossa proposta é de cunho individual e íntimo, quais tem sido nossas escolhas no nosso dia-a-dia, será que tudo que é aceito pela atual sociedade é verdadeiramente lícito? E se for, nos convêm?
Um comentário:
Concordo plenamente com tudo.Sério, bem escrito e de boa qualidade.
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